Eletroacústicas
Mesclando sons naturais e sons sintetizados, a música eletrônica ganhou um grande impulso no final dos anos 1940. A partir daí, músicos e pesquisadores da área de composição musical vêm desenvolvendo trabalhos cada vez mais sofisticados e o resultado prático desses estudos e experimentações atingem públicos cada vez mais amplos.
"O que a música eletroacústica tem de interessante é que foi ela quem chamou atenção para uma série de problemas relacionados com sua existência para além dos limites conceituais da nota, da notação, do anotável e até mesmo do som". Rodolfo Caesar, professor da Escola de Música da UFRJ, onde coordena o Laboratório de Música e Tecnologia (LaMuT), comenta que quanto mais se vem conhecendo as especificidades da escuta acusmática, ou seja, da escuta cuja fonte causadora do som - no sentido acústico - está oculta pela membrana dos alto-falantes, menos a música parece estar se endereçando a ela. A música eletroacústica (ME) pode ser considerada como um grande quebra-cabeças em que cada peça, cada dado da acústica, provém de áreas diversas como a matemática, a mecânica, a física, a antropologia, entre outras.
Versão On-line ISSN 1519-7654 - ComCiência n.116 Campinas 2010
Por Carolina Simas - Música eletroacústica - do erudito ao popular.
Fonte: https://comciencia.scielo.br/
Vídeos:
Os vídeos foram estudos de laboratório de pós-graduação em Música Brasileira, realizados por Reinaldo Morais, na UNINcor - Três Corações-MG.





